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16/07/2010
As possíveis causas da suspensão por tempo indeterminado das atividades de abate bovino pelo frigorífico Pantanal acabou gerando um mal-estar entre a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) e a direção do frigorífico. Isso porque o proprietário do frigorífico, Luiz Antônio Freitas, também presidente do Sindicato das Indústrias Frigoríficas de Mato Grosso (Sindifrigo), havia declarado que a crise havia se instalado em virtude da alta do preço da arroba do boi, o que teria dificultado a aquisição de animais. Segundo ele, isso vinha inviabilizando as operações da empresa.

O superintendente da Acrimat, Luciano Vacari, saiu em defesa da classe, e disse que não poderia aceitar que a culpa de toda a crise, que assolou o setor, fosse atribuída aos pecuaristas. "Foi uma série de fatores, como alta do câmbio, dificuldade de venda da carne e de crédito, e principalmente, a margem do varejo. Que deveria pagar um maior preço aos frigoríficos para a distribuição ser justa", avaliou Vacari, ao citar os fatores.

Após saber da insatisfação dos criadores, Freitas fez questão de se retratar, e disse ter se expressado mal. "Na verdade, os quesitos que levarama crise são, em razão da dife-rença entre os valores que o frigorífico comprava o boi e vendia a carne. Esses númerosnão fechavam. Não é o boi que está caro é a carne que está barata", explicou ele.

Pantanal - Com a suspensão das atividades das quatro unidades do frigorífico Pantanal a capacidade de abate diária, que era superiora 1,5 mil animais, foi reduzida a quase zero, e 850 pessoas ficarão sem emprego já a partir do dia 31. Nos últimos anos, 14 frigoríficos no Estado fecharam as portas, representando uma redução de 30% na capacidade de abate.Cipping de Notícias da ACRIMAT
 
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